Black Friday, Black Fraude e Green Friday

Black Friday: uma data polêmica, amada, odiada e ressignificada por consumidores e empresas conscientes.


Black Friday ou Black Fraude?


Todos nós conhecemos o evento que acontece anualmente na última sexta-feira do mês de Novembro, e chega para esvaziar bolsos e estourar cartões. Existem fiéis seguidores deste evento, mas tem também quem considere ele uma verdadeira fraude e, além de tudo, nocivo em inúmeras maneiras.


Quem já trabalhou com varejo sabe que é uma data onde efetivamente alguns produtos sofrem descontos, mas também é uma data na qual muitas lojas criam produtos de baixo custo para ter os famosos "precinhos" disponíveis junto com as promoções. Também são datas para liquidar produtos que não estão tendo muito sucesso. A realidade é que foi criada uma engenharia de marketing para aumentar as vendas atraindo o consumidor ao prometer promoções imperdíveis e muitas vezes, lamentavelmente, enganando-o.


Não é à toa que surgiram frases e memes como: "Compre pela metade do dobro", ou “se eu não comprar nada, o desconto é maior”.



Black Friday e saúde mental


Seres humanos querem se encaixar, fazer parte de um grupo e nesse mundo onde medimos o valor das pessoas pelo que possuem, uma data na qual existe a promessa de ter tudo isso e mais, pela metade de preço, cria um frenesi de consumismo que está longe de ser benéfico para a sociedade, o planeta, a economia e os indivíduos.


Quem não lembra de aqueles vídeos e fotos mostrando a multidão se matando para chegar primeiro nas ofertas, literalmente atropelando pessoas ? Hoje isso se trasladou ao ambiente digital, mas continua existindo esse comportamento doentio de consumir do jeito que for, chegar antes do outro, possuir o máximo possível, pelo preço mais baixo e, (vem aqui o ponto mais desejável pelos grandes comerciantes), de forma rápida, sem deixar o cliente pensar duas vezes.



O surgimento do Green Friday


Em 2013 foi criada esta data como contrapartida do Black Friday e tem o intuito de combater o consumo desenfreado e exagerado que ocorre nos fins de ano.


A ideia por trás da Green Friday é que as pessoas e as empresas em geral possam refletir acerca do que elas têm consumido e de que maneira têm feito isso. Em um mundo onde cada vez mais se fala de sustentabilidade, o movimento joga luz sobre essa questão e estimula a compra e venda de artigos que não impactam negativamente o meio ambiente.

Aumentando o consumo de marcas que se preocupam com seu impacto e diminuindo o consumo de marcas que pouco se importam, geramos um círculo virtuoso de consumo que beneficia todo mundo. Assim como também estimula o consumo consciente e racional e não o consumo só baseado em promoções e preços baixos.



Black Friday é um termo racista?


Nos EUA, a primeira vez que o termo foi usado foi no dia 24 de setembro de 1869, quando dois especuladores, Jay Gould e James Fisk, tentaram tomar o mercado do ouro na Bolsa de Nova York.

Quando o governo foi obrigado a intervir para corrigir a distorção, elevando a oferta da matéria-prima ao mercado, os preços caíram e muitos investidores perderam grandes fortunas.


O tempo passou, e mais na frente, o evento de descontos que acontecia todo ano na última sexta feira de Novembro começou ser chamado de Black Friday pela primeira vez na Filadélfia - por policiais frustrados pelo trânsito causado pelos consumidores naquele dia.


Então podemos dizer que sim, Black Friday é um termo racista porque a palavra "black", ou seja negro em português, foi associada a eventos negativos ou desagradáveis. Por isso precisamos ressignificar urgentemente o termo e eliminar ele do nosso vocabulário.



Agora é com você. Quer fazer parte de qual evento?


Se a resposta for GREEN FRIDAY, temos um convite muito especial… Nesse Green Friday na IMPACTO não teremos descontos, faremos um sorteio no nosso Instagram em troca de seguidores e divulgação. O que você precisa fazer? Clica aqui e participa seguindo o passo a passo! :)




Fontes: BBC.com / https://etrip.com.br/