Não existe futuro. O agora deve ser verde

A cada dia que passa, fica cada vez mais claro o quanto a moda deve ser ativa pela proteção do meio ambiente.


Foi em 1980, há 41 anos atrás, que a Comissão Mundial para o Meio Ambiente e Desenvolvimento definiu, pela primeira vez, o conceito de sustentabilidade: "desenvolvimento que dá respostas às necessidades do presente, sem comprometer a capacidade das gerações futuras darem respostas às suas próprias necessidades". Portanto, refere-se a manutenção social, econômica, ambiental e cultural - sendo esse último incluso mais tarde, anos depois, em 2001.


Quando falamos no social, trata-se de todo o capital humano que está, de alguma maneira - seja direta ou indiretamente, ligado às atividades exercidas por uma organização. Essas ações devem ir além do básico exigido por lei, onde a empresa deve oferecer e se responsabilizar por um ambiente saudável para todos aqueles ao seu redor.


Uma organização deve ser capaz de produzir, distribuir e oferecer seus produtos ou serviços de uma forma que estabeleça uma relação de competitividade justa e saudável com seus concorrentes, para assim ser economicamente sustentável.


O desenvolvimento sustentável ambiental refere-se a todas as ações que possuem, direta ou indiretamente, qualquer tipo de impacto no meio ambiente, seja a curto, médio ou longo prazo. Mais do que nada, o desenvolvimento sustentável, busca minimizar o máximo possível as consequências que uma produção industrial causa ao ambiente.


Por ser um elemento social, a cultura faz parte de toda e qualquer iniciativa promovida pela sociedade, em uma relação que envolve questões individuais que estimulam a confiança, autoestima e desenvolvimento pessoal. Além disso, é possível desenvolver novas habilidades criativas, gerando assim fonte de trabalho. Existe um "porém" para esse pilar no Brasil, uma vez que a sustentabilidade da cultura depende fundamentalmente das leis de incentivo fiscal.


Mas, dito isso, o que a indústria da moda pode fazer para ser sustentável relacionando-se com os pontos citados acima?

Conheça 04 pilares cruciais da sustentabilidade na moda.


Upcycling


Essa é uma técnica de transformar peças já existentes e que foram descartadas em um novo produto. É encontrar um novo destino para as sobras de tecido e roupas descartadas. A carioca Mirella Rodrigues viu em um dos materiais mais poluentes da indústria, o jeans, a possibilidade de dar uma nova vida a uma peça que poderia levar 30 anos para se decompor em um aterro. Em 2016, ela lançou sua marca Think Blue (@thinkblue_upcycled) onde ressignificam o denim que iria para o lixo através de novas criações. Além disso, a marca conta com "preço sugerido", que é determinado pelo bolso e percepção de quem compra, por isso, ela abre os custos da sua produção e o cliente paga o valor que acha que vale.

Sua matéria-prima vem de peças garimpadas em bazares beneficentes de igrejas, associações ou centros espíritas.

Vale conhecer também: @reroupa e @comas_sp


Sem resíduos


Zero Waste, na moda, significa eliminar a geração de resíduos na hora do corte e da confecção das roupas. A gaúcha Rochele Gloor (@rgloorlab) faz suas peças com o intuito de valorizar o corpo e criar volumes através de encaixes de triângulos e franzidos.

Vale conhecer também: @nuqi_oficial


Oportunidas de trabalho


A mineira Raquell Guimarães é o nome frente à grife Doisélles (@doiselles), que faz seus tricôs e crochês com detentos em presídios de segurança máxima, onde o objetivo é capacitar e ressocializar essas pessoas. São as mãos dos condenados que transformam as linhas em peças de design moderno e, a grife já contratou para sua equipe fixa um ex-sentenciado e viu outro cursar faculdade de Moda depois de ter passado pela oficina na cadeia.

A responsabilidade da Doisélles é também reaproveitar as sobras de sua matéria-prima de cada estação e, a partir delas, produzir as novas coleções.


Transparência


Além de ser sustentável, é necessário comunicar e fazer as informações chegarem ao seu consumidor final. Qual o valor, por quem foi feito, de onde veio, quais os processos de produção e quais os impactos que eles causam ao meio ambiente. A marca da paulista Flavia Aranha (@flaviaaranha), pioneira quando se fala em moda verde feita em escala, faz da sua marca um livro aberto, onde divide com todos informações valiosas sobre seus parceiros, fornecedores e técnicas que impactam positivamente o meio ambiente, como o tingimento manual à base de plantas ou com tratamentos biodegradáveis. Além disso, através de QRcodes nas etiquetas das roupas, os clientes podem assistir vídeos que contam a história daquele produto.

Vale conhecer também: @pantys


Não existe um amanhã possível sem pensar no agora.


Escrito por,

Equipe Impacto


Fontes:


https://www.teraambiental.com.br/blog-da-tera-ambiental/entenda-os-tres-pilares-da-sustentabilidadee

https://www.filantropia.ong/informacao/cultura_o_4__pilar_da_sustentabilidade

https://vogue_globo_com_moda_noticia_2020_10_o-futuro-e-verde-5-pilares-fundamentais-da-sustentabilidade-na-moda_html