Tóquio 2020: presença feminina bate recorde e chega a 48,8%.

Finalmente, após 120 anos de jogos Olímpicos, uma edição com participação expressiva de atletas mulheres.


Quando os gregos criaram os jogos Olímpicos da Antiguidade, baniram as mulheres de participarem como esportistas e foram, oficialmente excluídas da competição. Além disso, as mulheres que era casadas, portanto desapropriadas de cidadania e, consequentemente, privada da vida pública e econômica eram também proibidas de assistir os jogos Olímpicos sob pena de morte. O motivo? Dizia-se que a proibição se dava para protegê-las de danos físicos aos seus corpos femininos frágeis, uma vez que as provas aconteciam em regiões montanhosas. Então, para "proteger" as mulheres, era até permitido matá-las. Contraditório, para se dizer o mínimo.


Foram necessários 116 anos, mais de um século, para que finalmente, em 2012, as mulheres conquistassem o direito de disputar em todas as modalidades olímpicas. E o esporte que faltava para isso acontecer era o boxe feminino, que estreou nos jogos de Londres e, finalmente, foi a edição olímpica igualitária em relação as categorias entre homens e mulheres. Além disso, todos os países tinham atletas femininas, até a Arábia Saudita, país que conta com inúmeras restrições aos direitos da mulher.


O futebol feminino foi proibido em diversos países por décadas. A Copa do Mundo masculina existe desde 1930 e a Fifa nunca tinha pensando em criar uma versão feminina da competição. Foi só em 1988 que a organização montou um torneio experimental na China e, após três anos oficializou, com a participação de 12 seleções, incluindo o Brasil. E foi em 1991 que aconteceu a primeira Copa do Mundo de futebol feminino.

Até hoje, a maior e melhor jogadora da história é uma mulher. Marta, em 2018, foi eleita pela sexta vez, a melhor jogadora do mundo. Nenhum outro jogador tem esse título.


"As minhas vitórias vêm para continuar a motivação para desenvolver a modalidade. Então, não foi a Marta que ganhou, foi o futebol feminino. Hoje é uma noite que coloca o futebol feminino do lado do masculino. Não tem exceção. Isso é fantástico." , diz Marta.


Em questão de gênero, os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio 2020 se tornaram a edição mais equilibrada desde o início do evento. Pela primeira vez, as 33 modalidades terão provas masculinas e femininas. Foi em Londres 2012, a primeira vez que todos os esportes tiveram homens e mulheres competindo, com um total de as atletas correspondendo a 44.2% dos participantes. No Rio 2016, elas alcançaram a representação de 45.6% do total. E nos dias de hoje, finalmente, 120 depois que as mulheres puderam participar dos jogos Olímpicos e Paralímpicos, a presença feminina bate recorde e chega a 48,8%.


Em um sólido compromisso com a igualdade de gênero, já será possível ver algumas mudanças logo na cerimônia de abertura, onde todas as delegações terão à frente um homem e uma mulher, carregando as bandeiras de seus países representantes.


Essa será uma edição com participação expressiva de mulheres e, esperamos que seja apenas o começo de uma nova história, onde a igualdade de gênero se torne um compromisso sério para todas as áreas das nossas sociedades.


Escrito por,

Equipe Impacto.


Ref.: https://www.japanhousesp.com.br/artigo/presenca-feminina-nos-jogos/

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